“O ponto de vista está no corpo”
A fotografia em diálogo com o pensamento Ameríndio
Resumo
Este estudo apresenta a relevância do corpo nas abordagens de arte-educação e educação, especialmente em sociedades regidas pela tecnologia, tendo como referência o pensamento ameríndio “etnografado” por Eduardo Viveiros de Castro em relação aos povos indígenas da região do Xingu, no Pará. O estudo descreve uma oficina de fotografia com jovens de Heliópolis, concebida para transcender suas limitações espaciais, fundamentando-se na importante noção de corpo para os indígenas. No contexto do Antropoceno, as perspectivas indígenas oferecem valiosos insights para métodos educacionais formais e informais que abordam temas críticos como alteridade, empatia e consciência socioecológica. O artigo reconhece o corpo como uma entidade epistemológica capaz de perceber sua existência no âmbito da diferença.
